Se o Hip-Hop dos anos 90 fosse um reino, a Bad Boy Records seria o castelo, e Faith Evans a sua rainha absoluta. Conhecida como a "First Lady" do selo de Sean "Puffy" Combs, Faith não era apenas um rosto bonito em clipes de rap; ela foi a arquiteta de um som que fundiu a crueza das ruas com a pureza da igreja.
O que separa Faith Evans de outras divas do R&B é a sua técnica de camadas vocais. Enquanto muitas apostavam no vozeirão para impressionar, Faith construía catedrais sonoras. Ela mesma arranjava seus próprios backing vocals, criando harmonias de soprano que pareciam flutuar sobre as batidas pesadas de hip-hop.
O Debut de Respeito: Seu álbum homônimo de 1995 (Faith) é uma aula de R&B. Faixas como "Soon as I Get Home" mostram uma vulnerabilidade que raramente víamos na era do "gangsta rap".
A Evolução: Em Keep the Faith (1998), ela provou que era resiliente. Lançado após a trágica morte de seu marido, The Notorious B.I.G., o álbum trouxe o hino "Love Like This", que até hoje incendeia qualquer pista de dança.
Muitas vezes, a mídia tentou reduzir Faith Evans aos seus dramas pessoais: o triângulo amoroso com Lil' Kim ou o luto público por Biggie. Mas a verdadeira resenha da sua carreira precisa focar no seu talento como compositora. Ela escreveu para Mary J. Blige e Usher, provando que sua mente musical era tão afiada quanto sua voz.
A capacidade de Faith em transitar entre o gospel, o soul clássico e o hip-hop sem perder a elegância. Ela trouxe sofisticação para um gênero que estava em plena transformação.

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