Falar de Luther Vandross não é apenas falar de um cantor, mas de um "arquiteto do romance". Ele foi o homem que pegou o R&B clássico, poliu cada aresta com veludo e entregou uma sonoridade que definiu as baladas dos anos 80 e 90.
Diferente de muitos contemporâneos que apostavam em gritos potentes ou no "gospel rasgado", Luther era sobre controle. Sua voz era uma seda técnica:
Ele sabia exatamente quando prolongar uma nota para criar tensão.
Antes da fama solo, ele foi o vocalista de apoio mais requisitado da indústria (trabalhando com David Bowie em Young Americans e com o grupo Chic). Isso deu a ele uma percepção harmônica que poucos solistas tinham.
O auge emocional de sua carreira veio quase no fim. "Dance with My Father" não é apenas uma música; é uma meditação universal sobre perda e saudade. Ganhar o Grammy de Música do Ano em 2004 por essa faixa foi o reconhecimento definitivo de sua sensibilidade como compositor, e não apenas como intérprete.
Luther Vandross foi o mestre da sofisticação acessível. Ele não precisava de artifícios modernos ou polêmicas; ele confiava na pureza da melodia e na precisão de sua entrega. Ouvir Luther hoje ainda passa a sensação de "conforto auditivo".
Ele era extremamente perfeccionista. Dizem que ele conseguia ouvir um único erro de harmonia em uma sala cheia de músicos e não descansava até que o som estivesse "perfeito como um diamante".

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